PRENDEM HOJE E SOLTAM AMANHÃ: AGENTES DO SIC ACUSADOS DE ALEGADAS DETENÇÕES ANÁRQUICAS E FACILITAREM FUGA DE MARGINAL EM TROCA DE DINHEIRO

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O cidadão Nerivaldo Pedro Ngola Manuel, de 28 anos, enfermeiro de profissão e residente no bairro Mirú, foi detido no dia 25 de de Maio último, por dois agentes do Serviço de Investigação Criminal da Esquadra desse bairro, acusado “injustamente” de roubar três iPhones, 250 mil kwanzas, agredir brutalmente outrem e atear fogo ao contentor de lixo de um cidadão não identificado. A acusação partiu de um marginal “altamente perigoso”, identificado por Edgar, que supostamente colabora com os dois agentes.

De acordo com familiares do denunciante, os agentes do SIC foram identificados apenas pelos primeiros nomes: Bunga e Emílio. Os Alegam que, depois da detenção injusta do jovem, foram informados que o marginal Edgar estava envolvido no roubo. Por essa razão, o pai do denunciante que já está em liberdade, investigador do DIIP de outro município, foi à procura de Edgar, conseguiu detê-lo e levou-o à Esquadra do Mirú.

Lá, o mesmo entregou um iPhone 11 e 300 mil kwanzas. Por isso, os agentes Emílio e Bunga teriam facilitado a fuga do mesmo, na madrugada da semana passada.

Segundo Martins Ngola, pai do denunciante, depois de saber que o filho estava detido, começou a investigar. Foi aí que descobriu que o marginal Edgar era o delator e “trabalhava” para os agentes Emílio e Bunga.

“Edgar é altamente perigoso, faz assaltos à mão armada, conhece o meu filho porque cresceram no mesmo bairro”.

Quando me apercebi que ele era o informante, fui atrás dele e o levei para a Esquadra do Mirú, onde ficou detido e confessou que quem cometeu o crime era ele e que o meu filho era inocente.

Mesmo assim, como os agentes tinham o mandado de detenção, ele ficou detido para ser ouvido pelo procurador. “Para nossa surpresa, os dois agentes do Mirú não queriam levá-los para a Esquadra do km 44 para serem ouvidos”, afirmou.

Na esquadra, o marginal entregou mais de 5 telemóveis roubados e 50 mil kwanzas. “Falei com o procurador dos Mulenvos, Dr. Ribeiro, que deu ordem para que levassem os rapazes à PGR”.

Os agentes Bunga e Emílio desobedeciam a todo momento, estavam a dar voltas, foram nos ignorando e abandonando. Por isso, falei com o comandante Binza”, referiu.

O procurador pedia muito para eles levarem os rapazes para serem apresentados, mas eles não queriam. “Também não queriam entregar o meu tablet e o meu telemóvel que estavam com o meu filho”, sublinhou o jovem agora em liberdade, acrescentando que, depois, ligou para o SINSE, que, por sua vez, ligou para o director nacional do SIC.

O agente Emílio mentiu ao director, disse que os rapazes já tinham sido mandados ao Ministério Público.

Afinal, era uma artimanha que estavam a criar para pôr em liberdade o marginal. Na sexta-feira, de manhã, foram ver o acusado, e estava sozinho na cela. Os agentes alegaram que o Edgar e um outro marginal fugiram da cela e deixaram apenas o acusado.

“Ouvimos que, afinal, o meliante altamente perigoso rouba para eles (os dois efectivos), tem-lhes dado o dinheiro dos assaltos e os telemóveis.

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