REGIME DE JOÃO LOURENÇO ACUSA USAID DE SER AGÊNCIA DA CIA

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Por via de um artigo distribuído por funcionários do Centro de Imprensa da Presidência da República de Angola (CIPRA), a USAID – Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, é acusada de ser uma extensão da CIA, nos países onde os Estados Unidos da América (EUA), tem interesses.

“A USAID não passa de uma agência da CIA para financiar os seus tentáculos e colaboracionistas em geografias em que os EUA têm interesses”, lê-se no partido distribuído pelos funcionários do gabinete do Presidente angolano.

A USAID – A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, é um órgão do governo dos Estados Unidos encarregado de distribuir a maior parte da ajuda externa, seguindo as directrizes do Departamento de Estado americano. Em África, esta agencia é notada por oferecer uma série de programas e serviços para apoiar o desenvolvimento em Angola, cobrindo sectores como educação, governação, agricultura e saúde (combate a malária)

As acusações contra a USAID, surge em reacção a um debate nacional a volta da iniciativa do Presidente da República João Lourenço em aprovar uma nova lei que lhe permite controlar directamente o funcionamento das ONG-Organizações Nacionais Governamentais, gerando polémica.

As ONG, em Angola, entendem que, a actual proposta de lei “tem uma perspectiva estigmatizante das ONG, sugerindo que são promotoras de branqueamento de capitais, promotoras de terrorismo e responsáveis pelas assimetrias regionais verificadas em Angola”.

Sob o titulo “A estupidez do medo e a manifesta agenda oculta”, o regime angolano por via do referido texto, expressa a sua posição, atacando igualmente todos os actores que tem participado em debates que alertam para a deriva ditatorial da nova lei do Presidente João Lourenço. No artigo que se segue na integra o regime faz paralelismo com os EUA, apresentando a USAID como extensão da CIA, com o propósito de desestabilizar países.

INTEGRA DO ARTIGO DISTRIBUÍDO PELO CIPRA

Quem não deve, não teme, diz o adágio popular e com isso bastava para simplificar o incompreensível exercício de exorcismo que tem sido levado a cabo por responsáveis de organizações não-governamentais, vulgo ONG, em torno da proposta de Lei que regulará o estatuto e o funcionamento destas organizações em Angola.

Primeiro foi a onda de agitação e pressão, em todos os veículos e em todas as oportunidades que tiveram os seus promotores, com maior incidência nas redes sociais, para a retirada da agenda do Parlamento, para que, se quer, fosse discutida na generalidade, mesmo sabendo, de antemão, que seria um “exorcismo” inglório. Mas como estamos em democracia, lá tiveram a oportunidade de exercer o seu direito. Este mesmo “show-off” foi sequenciado pelo maior partido da oposição, num alinhamento do qual os mais atentos estão já acostumados, pois não passam de irmãos siameses.

Agora que a proposta foi aprovada e seguir-se-ão as discussões na especialidade, sabendo-se do desfecho, os responsáveis de algumas ONG e certos fazedores de opinião enviesada vêm apelar aos deputados do Maioritário para que atendam às suas petições. Mas isso acontece depois de um rol de insultos, sobretudo ao Presidente da República, tal como se ouviu no debate de sábado, 27, último, na MFM.

Do Ramiro Aleixo já não ouvem novidades algumas, aconselho ao mesmo que passe a repetir, em podcast, os debates em que participa, para ouvir, sem sede própria, o quanto deprimente e repetitivo têm sido os seus comentários. Não passa da mesmice, numa autêntica “birra” contra o Presidente JLO. O mesmo já não se diz quando se refere ao galo negro, especialmente, ao seu líder. Aquilo é uma pornográfica lua-de-mel na qual ele faz o papel de “noiva a ser desflorada”.

Quanto à Margareth Nanga, sinceramente, entristeceu-me, não só por ser mulher, mas por acompanhar, com alguma atenção, as suas intervenções, mas desta vez “borrou a tinta” ao afirmar, com soberba e certa petulância, como se fosse a dona verdade absoluta, que o MPLA não venceu as eleições gerais de 2022, numa repetição dos pronunciamentos dos dirigentes do galo negro. Se, do Ramiro, já se lhe reconhecem as motivações políticas, da Margareth Nanga foi surpreendente denotar isso. Parece que conseguiu dissimular bem, até que se chegou à temática das ONG, quiçá, por ser parte interessada.

A falta de argumentos do director executivo da OMUNGA tem sido cada vez mais assustadora, mas, pior do que isso foi a arrogância patente nas suas intervenções. Então não se vê na obrigação de respeitar as instituições do Estado? Não se vê no dever de cooperação ou colaboração com os órgãos do Executivo só porque beneficia de financiamento de agentes externos, muitos dos quais, com agendas encobertas? Ficou elucidado que as ONG nacionais não passam de marionetas das estrangeiras e os responsáveis das nacionais vangloriam-se desta condição subserviente e de vassalagem.

Graças à Deus e já tem sido uma constante, as intervenções do comentador-residente Joaquim Jaime José trouxeram outras perspectivas do tema e salvaram o debate. Já me ia esquecendo da presença de um tal de Bartolomeu Milton, cujos pronunciamentos eram caixa de ressonância magnética daquilo que dizia a Margareth Nanga ou do conteúdo do áudio de Cesaltina Abreu.

               
Entretanto, sabendo que se encontrava num ambiente hostil e com o campo inclinado, Joaquim Jaime José foi subtil em apontar algumas situações que levaram a normatizar alguns institutos jurídicos, entrando no pensamento do legislador, procurando entender o seu raciocínio e as razões/motivações para a manifesta pretensão de prevenção geral sobre algumas ameaças subjacentes na actuação dos responsáveis de algumas ONG e do aproveitamento que os agentes externos retiram disso. Foi bom fazer lembrar que nos EUA e França, as democracias mais antigas, existe o acompanhamento e supervisão na actuação dessas organizações. Digo, de passagem, que, nos EUA, o partido republicano conta com a IRI e o democrata com a NED, que ONG que recebem financiamento do Departamento do Tesouro para influenciar posições internas e impor vontades próprias em países fracos da América Latina, Europa e África. A USAID não passa de uma agência da CIA para financiar os seus tentáculos e colaboracionistas em geografias em que os EUA têm interesses. Sabe-se bem que, juntamente com a Open Society, de George Soros, estiveram envolvidos na concepção, operacionalização e alteração inconstitucional de poderes democraticamente estabelecidos, através das “revoluções coloridas”, pondo em prática o plano de Gene Sharp, da luta não violenta, mas que fez derramar sangue de inocentes e retornar às nossas memórias práticas de morte por enforcamento em hasta pública, por sodomização e arrasto por cavalo (carro), como aconteceu com Saddam Hussein e Muahmar Kadafi.

Quem nos garante que, com as alterações do contexto internacional, decorrente da guerra na Ucrânia, com o surgimento de um mundo multipolar, em que as grandes potências e as potências emergentes têm os olhos postos em África, os países ocidentais não retornem às práticas de golpes de Estado, através de meios letais, ou “revoluções coloridas”, ou de qualquer outra forma, para continuar com as suas políticas neocoloniais no continente africano?

Cautelas e caldo de galinha não fazem mal à ninguém. A proposta de Lei de regulação das ONG em Angola veio em boa altura e isso não torna o nosso país numa autocracia nem tampouco numa ditadura, Margareth Nanga. E isso não tem nada a ver com a pretensão do Presidente JLO estar a preparar um terceiro mandato João Malavindele (ficou bem patente que desconhece questões de direito e não tem lido a Constituição da República, o que é grave).

E, hoje por hoje, as democracias mais antigas estão a revelar-se um engodo, fantasiosas e mentiras autênticas graças à invasão russa da Ucrânia. Estão a ver mesmo com olhos de ver, ou estão a defender o tacho e sem saber que podem “vender o país”! Quem não deve, não teme ou tem gato escondido aí? Estamos a ver o rabo…

Não nos tomem por tolos!!!

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