ADALBERTO COSTA JÚNIOR: «ANGOLA NÃO PODE SER GOVERNADA COMO PROPRIEDADE DE UM SÓ PARTIDO»

0

Líder da UNITA reafirma a necessidade de valorizar a competência, a honestidade e o compromisso com o país, independentemente da filiação partidária, e aponta a indicação de cidadãos de diferentes sensibilidades para instituições do Estado como exemplo de pluralismo.

O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, defendeu a necessidade de uma maior inclusão política em Angola, sustentando que o país deve ser governado como um património colectivo de todos os cidadãos, e não como propriedade de uma única força partidária.

Numa publicação na sua página, sob o lema «Trabalhar com todos», o líder do maior partido da oposição destacou a importância de valorizar a competência, a honestidade e o compromisso com a Pátria acima das afinidades partidárias, considerando que a inclusão não deve limitar-se aos discursos, mas traduzir-se em decisões concretas.

Para Adalberto Costa Júnior, a construção de um Estado verdadeiramente plural exige a participação de cidadãos com diferentes sensibilidades políticas, sem que a filiação partidária constitua um critério determinante para o acesso a responsabilidades públicas.

Como exemplo da posição defendida pela UNITA, o dirigente apontou os processos de indicação de representantes para o Tribunal Constitucional, a Assembleia Nacional e a Comissão Nacional Eleitoral. Segundo afirmou, o partido promoveu escolhas que incluíram pessoas sem ligação partidária à organização, sem lhes exigir filiação ou condicionar as decisões a negociações políticas.

«É esta a diferença entre proclamar a pluralidade e dar-lhe espaço para existir», sublinhou o líder da UNITA, ao defender que a abertura política deve ser demonstrada através de práticas concretas.

O dirigente reconheceu, igualmente, que nem todas as experiências tiveram os resultados esperados, referindo que, apesar das críticas e dos apelos para que o partido aprenda com os erros, a organização mantém a disposição de continuar a trabalhar com cidadãos de diferentes quadrantes e sensibilidades.

Na mesma mensagem, Adalberto Costa Júnior considerou que Angola precisa de contar com o contributo de todos os seus cidadãos, independentemente das suas convicções políticas, defendendo um Estado em que ninguém seja excluído por pensar de forma diferente.

O presidente da UNITA insistiu ainda que o mérito não deve estar condicionado à filiação partidária e que o serviço à Pátria deve prevalecer sobre os interesses das organizações políticas.

«A nossa bandeira é Angola, e o nosso compromisso é com todos os angolanos», afirmou, reafirmando a posição de que a construção do futuro do país exige maior abertura, participação e valorização das competências disponíveis na sociedade angolana.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *