ESCÂNDALO NO BENGO: NOTAS DE 18 VALORES REPROVADAS ENQUANTO 15 PASSAM. ONDE FICA A TRANSPARÊNCIA DOS CONCURSOS DA GOVERNADORA MARIA NELUMBA?

Imagine que você faz uma prova na escola, estuda muito, tira uma nota altíssima de 18 valores, mas a professora diz que você reprovou e põe na turma um aluno que tirou apenas 15 , ou pior, diz que você faltou à aula mesmo estando sentado na carteira. É exatamente esta confusão e injustiça que está a acontecer no grande concurso público do Governo Provincial do Bengo, anunciado em abril. Com listas cheias de erros, pessoas que fizeram a prova a aparecer como “ausentes” e notas mais baixas a vencerem as mais altas, este escândalo deitada a perder a confiança nos concursos que o Governo central tanto promove para a Saúde, Educação e Interior, mostrando uma tremenda falha de organização e competência na liderança da Governadora Maria Nelumba.
Quando o Governo de Angola abre concursos públicos para dar empregos nos ministérios da Saúde, da Educação e do Interior, a ideia é que os melhores alunos , aqueles que estudam mais e tiram as melhores notas fiquem com os lugares. É assim que funciona a justiçaquem sabe mais, ganha a vaga.
Mas o que se passa na província do Bengo parece uma história sem pés nem cabeça. Os candidatos que querem trabalhar na área da Construção Civil tiveram uma surpresa muito triste e revoltante:
◾Alunos com 18 valores (uma nota excelente!) foram chumbados e ficaram de fora.
◾Alunos com 15 valores passaram e foram admitidos.
◾Pessoas que estiveram na sala de aula, que pegaram na caneta e assinaram a folha de presenças aparecem na lista final como se nunca tivessem aparecido (ausentes).
Há até especialidades onde dizem que ninguém passou, deixando as cadeiras todas vazias.
Uma província não pode ser gerida como uma brincadeira de crianças. A Governadora Maria Nelumba tem a responsabilidade de olhar por esta situação e explicar ao povo como é possível haver tanta desorganização. Se quem tira 18 valores fica na rua, que exemplo é este para o futuro?
Esta falta de clareza e estes resultados ao contrário deitam sombras de dúvida sobre todos os concursos públicos que o governo tem anunciado recentemente por todo o país. Como é que os cidadãos podem acreditar nas vagas que abrem na Educação, na Saúde ou no Interior, se um concurso provincial é feito com tantos erros e injustiças?
