ACTOS DE VANDALISMO CHEGAM A CONTORNOS PREOCUPANTES

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Os actos de vandalizalismo de infra-estruturas de energia e águas estão a assumir contornos preocupantes e muitos são os exemplos de acções desta natureza, como o caso ocorrido na província de Benguela em que as torres da linha de alta tensão foram danificadas, alertou, o Ministério de tutela.

Numa nota de imprensa, o Departamento Ministerial refere trata-se de torres,   interligam as subestações elétricas Catumbela, Norte e Cavaco que foram destruídas, causando danos ao serviço de fornecimento de electricidade e prejuízos financeiros.

A destruição desses bens, demonstra que o Governo angolano está extremamente preocupado com os actos de vandalismo que têm causado avultados prejuízos aos cofres do Estado.

O Sector da Energia e Águas não fica alheio a este facto, visto que são cada vez mais recorrentes actos desta natureza em todo o território nacional contra as infra-estruturas de electricidade e de água.

À semelhança de Benguela, lê-se na nota, no mesmo dia, na cidade de Luanda, várias famílias do bairro Azul e da Samba ficaram privadas do normal fornecimento de energia eléctrica devido à vandalização de um equipamento de distribuição em que as grelhas de protecção e diversos componentes foram destruídos.

No Golf 1, igualmente em Luanda, ainda a 5 de Dezembro, os moradores dos bairros Malanjino, Golf 1 e Popular ficaram sem energia, em consequência da vandalização de um posto de seccionamento durante a madrugada.

Muito recentemente, na província de Malanje, refere-se, foram vandalizadas 18 torres de 110 kV e 3 de 400 kV, causando prejuízos avultados aos cofres do Estado para a sua reposição, bem como no que diz respeito ao fornecimento regular de energia eléctrica.

Em Luanda, no dia 15 de Novembro deste ano, um ato de fogo posto danificou cabos subterrâneos de média tensão e, em consequência desta “barbaridade”, deixou cerca de 400 famílias sem energia eléctrica no município da Samba.

Já na província do Cunene, foi igualmente vandalizada, há relativamente pouco tempo, uma torre metálica na linha de distribuição de 30 kV no percurso Ondjiva/Santa Clara, tendo privado do regular fornecimento de electricidade as localidades de Namacunde, Santa Clara e Oihole, no mesmo ano em que já se registaram cinco ocorrências semelhantes.

Furto de materiais de electricidade

O Ministério da Energia explica que existem outros exemplos de vandalismo no setor e que têm sido recorrentes, como os furtos de cabos elétricos, que são uma prática reiterada em várias localidades do país.

A vandalização de postes de transformação (PTs) é igualmente uma prática comum, causando imensos constrangimentos ao serviço regular de fornecimento de eletricidade, bem como a destruição de postos de seccionamento.

Situações de fogo posto, onde são queimados equipamentos eléctricos, como o caso recente em Viana, que deixou muitas famílias às escuras, são outras das práticas registadas.

Sector das Águas

No setor das Águas, o cenário é idêntico, havendo, de igual modo, práticas lesivas ao interesse público.

Ou seja, são furtadas tampas de caixas de válvulas, contadores de água e respectivas estruturas.

Os equipamentos eléctricos dos boosters, principalmente na centralidade do Kilamba, são igualmente alvo de furtos, criando enormes problemas no regular abastecimento de água na cidade.

Na província do Bengo, tem sido recorrente a prática de vandalização das ventosas e outros equipamentos essenciais do sistema de abastecimento de água do Capari, o que prejudica o normal abastecimento às populações.

Os prejuízos financeiros dos actos de vandalismo no Sector de Energia e Águas ascendem a 50 milhões de dólares norte-americanos, em todos os anos. 

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