SIC DETÉM AUTORES DA MORTE DA FUNCIONÁRIA DA AGT

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O Serviço de Investigação Criminal (SIC) deteve, segunda-feira, dois indivíduos, supostos implicados na tentativa de roubo de telefone, que resultou na morte da cidadã Carolina da Graça da Silva dos Santos Cardoso, de 40 anos, no dia 26 do mês passado, na zona da Calemba 2, município de Viana.

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Carolina Cardoso, então funcionária da AGT, circulava naquela zona do bairro da Sapú, com a sua viatura, um Mitsubishi Pagero, com os três filhos a bordo, por volta das 19 horas, quando foi interpelada por dois meliantes, que se faziam transportar numa motorizada.

O porta-voz do SIC-Geral, Manuel Halaiwa, explicou durante a reconstituição do crime que os acusados interpelaram a vítima com intenção de levar os pertences, mas como a malograda terá mostrado resistência foi alvejada com um tiro na barriga.

O oficial superior do SIC disse que depois do ocorrido, os meliantes colocaram-se em fuga em direcção à rua da Nice, mas foram perseguidos por motoqueiros que presenciaram o assalto, tendo os acusados caídos com a motorizada e um deles acabou morto pela população.

As investigações do SIC identificaram Gibril como o presumível autor do disparo que vitimou mortalmente a malograda.

Manuel Halaiwa disse que horas antes de dispararem mortalmente contra Carolina dos Santos Cardoso, os detidos efectuaram, supostamente, três roubos de telemóveis, em locais diferentes.

O SIC apreendeu a arma de fogo do disparo mortal e um dos telemóveis roubados pelos acusados. Tanto o acusado, quanto o receptador do telefone serão presentes ao Ministério Público para legalização da detenção, disse o porta-voz do SIC.

O SIC apurou que os dois principais suspeitos são funcionários de uma empresa privada de segurança, onde faziam entrega de refeições aos postos com uma motorizada. Os mesmos são acusados de roubarem com regularidade bens diversos antes de irem trabalhar. 

Manuel Halaiwa negou a participação de efectivos do SIC neste crime hediondo, como está a ser publicitado pelas redes sociais e clarificou que todo o efectivo daquele órgão do Ministério do Interior, envolvido em crime, é responsabilizado criminalmente.  O superintendente-chefe apelou aos cidadãos no sentido de evitar cometer justiça por mãos próprias, entregando os supostos autores de crimes à Polícia ou ao SIC, para serem responsabilizados criminalmente.

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