A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA NUNCA ESTEVE TÃO VULGARIZADA… – JORGE EURICO

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O Presidente da República adora ter um “patuá” com a Imprensa. João Lourenço faz questão de sugerir ao País e ao mundo que é um político tolerante, democrático e pronto para responder a todas as perguntas que lhe são colocadas pelos jornalistas. Nem que seja com trocas, baldrocas e altas engenhocas verbais. 

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Mas sempre que o faz comete gafes de palmatória e profere declarações controversas que acabam por pôr nu a sua impreparação para o cargo que desempenha.

O País fica boquiaberto e ri-se como se estivesse a assistir a uma tirada de Renato Aragão, ao tempo dos “Trapalhões” – série cômica brasileira exibida pela Televisão Pública de Angola (TPA) na década de 80. O seu séquito, este, ovaciona-o hipócrita e cinicamente. Nunca – a opinião é quase consensual entre os angolanos – a instituição Presidente da República esteve tão vulgarizada como agora.

O País regrediu muito e em diversos domínios. Há um desalento significativo entre os quadros angolanos capazes quando se veem a ser dirigidos por gente menos capaz no domínio intelectual, político ou técnico.

O Presidente da República efetuou uma visita de trabalho à capital do Planalto Central de 48 horas. No final da visita fez um balanço da mesma aos jornalistas. Na passada, lançou mais um “disco”, uma pedrada que bem poderíamos atribuir como título “As Várias Noções de João Lourenço sobre Turismo”.

João Lourenço revelou uma variante do turismo que até então era desconhecida de (quase) todos nós: o turismo de aventuras! Ele, de acordo com João Lourenço, consiste em gostar de apanhar poeira, chuva, lama, picadas esburacadas e estradas de terra batida.

A minha pergunta é: assim está mesmo bom? Um PR fala assim de forma tão atabalhoada e irresponsável, ao ponto de insinuar que há quem goste de poeira sem preocupar-se com os prejuízos que a mesma pode causar à saúde humana? Haverá melhor forma de abandalhar um dos primaciais símbolos da República, que é a Presidência do Estado angolano? Repito: assim mesmo está bom? Resposta: acho que não!

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