ÁFRICA DO SUL AVISA QUE RETALIAÇÕES CONTRA AS SUAS EMPRESAS TRAVAM INVESTIMENTO EM ÁFRICA

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A Presidência da África do Sul advertiu que eventuais medidas retaliatórias contra empresas sul-africanas a operar em países africanos poderão comprometer o investimento estrangeiro e travar o crescimento económico dessas economias.

A posição foi manifestada pelo porta-voz da Presidência, Vincent Magwenya, durante uma conferência de imprensa realizada em Pretória, na sequência do adiamento das conversações bilaterais de alto nível entre o Gana e a África do Sul.

O adiamento surge num contexto de tensão diplomática alimentado pelos recentes protestos contra a imigração ilegal na África do Sul e pelos apelos de alguns responsáveis políticos ganenses para que sejam adoptadas medidas contra empresas sul-africanas presentes no mercado do Gana.

Perante este cenário, Vincent Magwenya alertou para as consequências económicas que poderiam resultar de qualquer acção dirigida contra activos de empresas sul-africanas, quer no Gana, quer noutros países africanos onde estas mantêm operações, como a Nigéria.

“Qualquer movimento para se apropriar de activos de empresas sul-africanas em qualquer um desses países será contraproducente e prejudicará as aspirações de desenvolvimento económico desses países”, afirmou.

Segundo o porta-voz presidencial, medidas desta natureza transmitiriam um sinal negativo aos investidores internacionais, criando um ambiente de maior incerteza para a realização de negócios e afectando a confiança no mercado.

“Tal decisão sinalizaria que esses países estão agora fechados ao comércio e ao investimento, aumentando a percepção de risco para quem pretende fazer negócios”, acrescentou.

Apesar das declarações de alguns responsáveis políticos ganenses, Magwenya assegurou que o Governo sul-africano não encara com excessiva preocupação essas posições, considerando que as eventuais repercussões económicas de uma medida desta natureza ultrapassariam as relações bilaterais entre os dois países e afectariam a atractividade económica dos mercados envolvidos.

As tensões surgem numa altura em que a cooperação económica entre países africanos continua a ser apontada como um dos pilares para o reforço da integração regional e do crescimento sustentável no continente.

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