TOTAL SOLIDARIEDADE AO JORNALISTA ILÍDIO MANUEL, VÍTIMA DE UMA PERSEGUIÇÃO SEM TRÉGUAS DA BÓFIA

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FUI NOTIFICADO, 4 ANOS DEPOIS DE TER SIDO DADO COMO PRÓFUGO PELO SIC

Fui nesta quarta-feira, 26, ao Serviço de Investigação Criminal (SIC) Luanda para prestar declarações, no âmbito de um processo-crime que movi há um mês contra os comentaristas da TVZ, Bali Chionga e Lindo Bernardo Tito, por calúnia e difamação.

Surpreendentemente, fui lá na qualidade de queixoso e sai como “ARGUIDO” num outro processo, embora nunca tivesse sido ouvido naquele órgão judicial.

Durante o interrogatório fui abordado por um investigador criminal, Edvaldo Oliveira, que nada tinha a ver com o “processo-TVZ”, que me perguntou se eu era o jornalista Ilídio Manuel, ao que confirmei.

Segundo ele, o SIC andava à minha procura há quatro (4) ANOS, e que não tinha como me localizar. Disse-me que a sua instituição havia contactado o  então Secretário Geral  do Sindicato dos Jornalistas de Angola, o jornalista Teixeira Cândido, e a presidente da Comissão da Carteira Ética (CCE), a jornalista Luísa Rogeiro, mas sem sucesso. ( O ex-SG disse-me que nunca foi contactado pelo SIC e nunca recebeu uma requisição dessa instituição) Nunca foi abordado pela abordado pela presidente da CCE.)

Achei estranho que este assunto tivesse sido levantado em sede de um outro processo, no qual era (sou o ofendido). Será para esvaziar o conteúdo da minha queixa-crime ou converter-me em agressor, ou fazerem-se passar por prófugo que se subtraiu à justiça há quatro anos?

Não menos estranho é o facto de o referido investigador me ter-(me) notificado VERBALMENTE, em 22 de setembro de 2022,  tendo, na altura, lhe solicitado que o fizesse por escrito.

Recebi uma notificação escrita dias depois, pelo que me constitui o meu mandatário judicial nesse tal processo. Lamentavelmente, o meu advogado nunca foi notificado.

Não recebi também nenhuma comunicação  verbal ou escrita nestes últimos 4 anos, e não mudei de telefone, continuando com o mesmo terminal que já tenho há um quarto de século.

Nestes 4 anos continuo a morar na mesma casa e não me ausentei para fora do país.

Neste espaço de tempo, continuo a ser uma presença constante nas redes sociais, nos jornais e rádios, com o mesmo perfil e o mesmo rosto, embora este tenha ligeiramente envelhecido, por força da idade.

 Pedi PROVAS das notificações que me foram endereçadas ou ao escritório do meu advogado, o que não me foi exibido.

Na próxima segunda-feira, 30 de março, irei ao SIC, sem saber quem é o acusador nem a matéria de que vou acusado. Presumo que esteja relacionada com a minha passagem pela Camunda News, que já levou àquela instituição policial o activista Gangsta e o director da extinta publicação, David Boio.

Pelo andar da carruagem, não tarda que um dia venha a confrontado com um Mandado de Captura.

Diante deste episódio surrealista, não temo nem tremo, pelo que continuo firme nas minhas convicções e no meu exercício profissional. Nada me silenciará.

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