ROSALINA EXPRESS LESA O ESTADO NAS BARBAS DA AGT

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A redação do Jornal 24 Horas recebeu a denúncia de um cidadão que diz ser funcionário da AGT, na repartição fiscal do município do Kilamba, referindo que a empresa Rosalina Express não faz uso do equipamento bancário Multcaixa, vendendo os bilhetes de passagem exclusivamente em cash (dinheiro em mão), facilitando assim a fuga ao fisco, lavagem de dinheiro e lesando o interesse do estado.

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Diante desta denúncia, o Jornal 24 Horas enviou um emissário para conferir a vericidade dos factos e este, por sua vez, foi atendido por uma funcionária que fazia a venda de bilhetes de passagem da Rosalina Express. Ao dar o seu cartão Multcaixa para o pagamento, foi-lhe dito que a empresa não usa o equipamento, confirmando assim a denúncia.

Como manda a deontologia profissional, o Jornal 24 Horas entrou em contacto com a direção da referida empresa, na pessoa do Sr. Edgar Osias, que argumentou a ausência do equipamento bancário nas instalações da Rosalina Express por conta de facilitar o atendimento, dando resposta mais célere às enchentes no período matinal, “porque seria muito trabalhoso ter que estar a riscar cartões no Multcaixa e depois imprimir os bilhetes”.


Assim sendo, trabalhar apenas com dinheiro vivo facilita-lhes o trabalho.

Ao que deu a entender, a empresa não se importar na salvaguarda dos interesses do Estado.

Na sequência, o jornal entrou em contacto com a nova chefe do posto da Administração Geral Tributária (AGT) no Kilamba, que infelizmente recebeu o seu enviado com a maior das arrogâncias. Logo no primeiro contacto, após identificar-se como funcionário do Jornal 24 Horas que estava apurar a denúncia sobre possível fuga ao fisco da empresa Rosalina Express, que encontra-se a escassos metros da AGT no Kilamba, a referida chefe do posto, de forma deselegante, não aceitou dizer o seu nome e alegando estar muito ocupada pediu a um funcionário do balcão que ouvisse o repórter deste jornal que buscava uma informação pontual sobre o devido posicionamento da AGT diante da infração cometida pela empresa Rosalina Express.

A funcionária deixou perceber que sabe o que se passa e está a fazer vista grossa por motivos inconfessos. Enquanto pequenas superfícies comerciais na município do Kilamba estão a ser encerradas, a chefe do posto da AGT naquela circunscrição ignora infrações cometidas por um grande contribuinte, lesando o Estado sem qualquer pudor.

Diante dos possíveis crimes, exige-se do PCA da AGT um pronunciamento concernente a esta denúncia, apelando-se também aos órgãos de fiscalização a abertura de inquéritos para se averiguar a realidade.
Atenção IGAE, PGR, POLICIA FISCAL, SIC, todos unidos por uma Angola justa.
O assunto não se esgota por aqui e voltaremos com outros desenvolvimentos em próximas edições.

Enquanto isso, Recorde-se que funcionários da Administração Geral Tributária (AGT) e diversas empresas estão a ser julgados por esquemas de fuga ao fisco e fraude fiscal que desviou mais de 100 mil milhões de kwanzas entre 2021 e 2025. O caso envolve manipulação do sistema de reembolsos do IVA, resultando na detenção de dezenas de arguidos. 

O esquema, que funcionou através da manipulação do Sistema Integrado de Gestão Tributária (SIGT), envolveu a criação de empresas fantasmas, facturação falsa e redução indevida de dívidas fiscais.

O desvio de mais de 100 mil milhões de kwanzas tem um impacto significativo nos cofres do Estado, com os arguidos a serem acusados de crimes como peculato, associação criminosa, falsificação informática e branqueamento de capitais.

O processo inclui funcionários da AGT, auditores, contabilistas e representantes de empresas. (J24 Horas)

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