SAQUE EM JULHO: BPC NÃO DÁ ATÉ AGORA O DINHEIRO PROMETIDO PELO GOVERNO AOS EMPRESÁRIOS

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Quase quatro meses após os actos de vandalismo ocorridos entre os dias 28 à 30 de julho de 2025, que causaram prejuízos a dezenas de empresas na capital, a maioria dos empresários afectados ainda não recebeu qualquer apoio financeiro do Estado.

PORTAL O LADRÃO

O Decreto Presidencial n.º 150/25, publicado em 4 de agosto, previa medidas imediatas de suporte às empresas danificadas, incluindo uma linha de crédito de 50 mil milhões de kwanzas, operacionalizada pelo Banco de Poupança e Crédito (BPC), com taxa de juros de 5% ao ano, carência de até 9 meses e prazo de reembolso de 12 meses. Além disso, o decreto contemplava reembolso prioritário do IVA e isenção de contribuições à Segurança Social por três meses.

Segundo fontes oficiais, até meados de setembro, o BPC já havia recebido mais de 100 pedidos de empréstimo, mas apenas duas empresas conseguiram acessar os recursos. Os empresários restantes continuam à espera, enfrentando dificuldades para reparar instalações, repor estoques e retomar suas actividades.

“Temos lojas destruídas, mercadorias perdidas e funcionários esperando salários. A promessa de apoio existe no papel, mas até agora nada chegou”, disse um comerciante de Luanda, que preferiu não se identificar.

A demora e a burocracia na operacionalização do decreto têm gerado preocupação crescente entre os empresários e especialistas em economia. Além de comprometer a retoma das atividades comerciais, a situação ameaça pequenos e médios negócios, colocando empregos e meios de subsistência em risco.

Analistas alertam que a falta de efectividade na execução das medidas do decreto pode gerar desconfiança no apoio estatal e reduzir a disposição de investidores e empresários em recuperar ou expandir seus negócios na capital.

O Governo, por enquanto, não se pronunciou sobre os atrasos na implementação do decreto nem apresentou um cronograma actualizado para a disponibilização dos recursos prometidos.

Por, Sandra Elliott.

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