A NOVA RAINHA DO BANQUETE: O RISCO DE NOVO “SAQUE” DA CARMON ACUSADA DE PILHAGEM DE MILHÕES

0

A luta contra a corrupção do Presidente João Lourenço impôs uma nova regra aos predadores do erário público: o silêncio, o desespero e o nervosismo que escapa a flor da pele. O casal do Santos e seus sócios fantasmas apertam a respiração a fundo e aguardam “ansiosamente” que uma última factura lhe sejam pagas para o Estado angolano, ao valor de 40.224.687,28 de dólares pela obra paralisada do novo Aeroporto de Luanda, inserida como primeira agenda do contrato nº 80/INEA/ 2018, em nome da Carmon Reestrutura como que se a ministra das Finanças, Vera Daves, ainda tivesse mais dinheiro em dívida para pagar a empresa.

PORTAL O LADRÃO

Na verdade, é a Carmon que deve centenas de milhões de dólares e euros do Estado que devem ser investigados e recuperados imediatamente, no quadro da luta contra a corrupção.

Desnecessário é citar a pouca vergonha do “choque” que representou a obra do nó da Corimba que vigora no (Contrato nº 107.108/ DNIP.MICONS-2017), enquadrada na construção da Via Marginal Sudoeste, segunda etapa do troço Praia do Bispo à Corimba, na Província de Luanda.

Sem benefícios e proveitos práticos com a obra finalizada, foram 41.384.990,27 cêntimo de dólares norte-americanos, pagos à Carmon e praticamente “jogados ao mar da Corimba”, em forma de betão e asfalto inútil, como um monumento ao saque e desperdício do parco dinheiro dos angolanos.

A NOVA RAINHA DO BANQUETA

A menina do Rangel era apenas conhecida como MayraIsungi Campos da Costa, pessoa simples e modesta, até acertar na lotaria: um casamento de “prodígio” com o filho varão de José Eduardo dos Santos, passa a ser Mayra dos Santos e tudo muda.

Entra para os grandes negócios, após um “banho”, “baptismo” na Sonangol, onde prendeu uma curta posição de trabalho. Aos 29 anos, chega a ser dona da maior empresa de construção de Angola, a Carmon Reestrutura LDA, a chamada Odebrecht de Angola, que terá obras de estradas e pontes por todo lado.

Residente em Luanda, no bairro Talatona, rua Praia do Mussulo Nº 5, via AL. Condomínio Rivera, município do Belas, Distrito Urbano do Talatona, Mayra anda sob luxúria e extravagância, encoberta num ar tímido de menina doce e religiosa.

Como qualquer cobra, Mayra / Carmon nasce num ninho de ovos minúsculos, como são as pequenas pontes duplas do Zaire e até três séries devorar todas as obras em nome do marido e dos outros sócios fantasmas, (muitos dos quais foragidos em Portugal em boas vidas, com o dinheiro dos angolanos), a quem ela própria emprestará o rosto daí por diante.

O ESCORRE OS ESCONDERIJO

Com a Carmon em mãos, Mayra tenta fugir da verdade, enterrada a cabeça a terra. Todavia, ela não consegue disfarçar, pois o rasto dos supostos crimes que descreve para as obras que assumiu informa um enorme invisível rabo da avestruz, diz a denúncia em posse do portal o Ladrão.

Em 2018, com a saída definitiva do sogro, José Eduardo dos Santos, da cidade alta e da política activa, onde permaneceu por 38 anos, somando a queda, em desgraça do então marido Zenu, exonerado do Fundo Soberano de Angola que liderava, por conta do “papai”, Mayra dos Santos publicamente assume um divórcio estranho em silencioso e aparentemente demarca-se da família dos Santos sob perseguição legal em várias frentes.

Com o “divórcio” ela fica “protegida” hipoteticamente desta perseguição que apenas chega a Isabel dos Santos, Zenu dos Santos e Welwitcha dos Santos (Tchizé), todos “rebentos” de José rebentos de José Eduardo dos Santos, frisou a fonte.

Já em círculos privados, Mayra veste uma nova casaca e se apresenta como sobrinha de Ana Dias Lourenço, nova primeira-dama da República. No outro golpe, pisca olhos a Luzia Freira de Souza Inglês Van-Dunen (Ingá) à quem agora chama por tia e pede ajuda para cruzar os muros do Palácio da Cidade Alta e fazer novas amizades “padrinhos” junto do novo inclino, o casal e família Lourenço, disse a fonte acrescentando que em causa estaria a tentativa de garantir novos contratos de obras, obter ajuda para driblar o sistema de Justiça de Angola e fazer a Carmon escapar e sobreviver ao impiedosa programa de combate à corrupção e recuperação de capitais que já dispôs de património grande parte da família Dos Santos.

De acordo com a fonte deste portal, o seu marido, Zenu, chegou às barras da Justiça onde foi julgado e sentenciado. Os crimes foram os mesmos dos da saga da Carmon e respondem pela mesma natureza do apetite: desvios de fundos do Estado, furto, corrupção, branqueamento de capitais e associação criminosa.

Ao início de 2023, Mayra dos Santos, ou seja, Mayra Costa, afastou a antiga direcção, para, agora, pessoalmente assumir é rédeas da gestão da empresa e faze-lá escapar da acção da Justiça.

Mayra mudou os símbolos, a logomarca e o rosto da empresa para iludir a sociedade, esta, já não é Carmon que todos conhecem. A Carmon que delapidou o erário e esconde tudo no seu próprio património, somente esperando que a tempestade da luta contra a corrupção passa, a justiça se distraia ainda mais e ela volta novamente para o ataque contra o tesouro e o Estado, se nada for feito para detê-la.

Até lá, Mayra dá o peito. Informa a blindagem para continuar a cobrir e proteger a turma de sócios fantasmas da Carmon Reestrutura, dentre os quais constava o “miúdo”, antigo padrinho do jogo de influência no Palácio da Cidade Alta: o tal gato escondido com o rabo de fora, no Coração do basquete: José Filomeno dos Santos.

Nas próximas publicações, o portal o Ladrão vai trazer os nomes dos sócios fantasmas e mais detalhes sobre o esquema dos desvios de milhões do estado angolano.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *